Microscópio – grandes imagens do ‘invisível’

O microscópio mais primitivo não era nada mais do que um conjunto de lentes de aumento. Já no século 17 vieram a ser usados microscópios compostos, em que a imagem formada por uma das lentes era adicionalmente ampliada por outra lente. A primeira lente é geralmente chamada de objetiva, porque se dirige para o objeto a ser examinado, e, a segunda lente, de ocular.

Para que um microscópio cumpra sua tarefa, tem de poder captar tanta luz quanto for possível de um diminuto objeto. Para fazê-lo, a objetiva é moldada um tanto parecida a uma meia esfera, algo parecido a um chapéu de cogumelo. Mesmo tendo somente um milímetro de diâmetro ou menos, suas superfícies têm de ser exatas, ao ponto de um milésimo de milímetro.

É interessante que a capacidade de ver pequenos objetos depende, não tanto do instrumento como da luz usada para iluminar o objeto. Quanto menor for o objeto a ser visto, mais curto terá de ser o comprimento de onda da luz iluminadora. Os microscópios ópticos utilizam a luz visível, e isto os limita a ver objetos que não sejam inferiores a dez milésimos de milímetro de diâmetro. Os microscópios primitivos habilitaram os cientistas a descobrir que as plantas consistem em inumeráveis células — o que constituiu uma revelação e tanto! Atualmente, os estudantes de Biologia podem pesquisar sobre os domínios das bactérias e das células sanguíneas por meio dos microscópios providos em suas salas de aula.

 

Microscópio eletrônico

Para vermos objetos ainda menores, dispomos do microscópio eletrônico. Como o nome subentende, em vez de luz visível, raios de elétrons de alta energia são dirigidos a objetos de apenas um milionésimo de milímetro. Isto torna possível ver vírus e moléculas maiores.

Que dizer da estrutura do átomo ou de seu núcleo? Para poderem ver tais coisas, os cientistas têm de “esmagar” um átomo e então usar computadores para construir um quadro do resultado. Assim, em certo sentido, os maiores e os mais potentes “microscópios” são os aceleradores de partículas — ciclotrons, síncrotons e outros — o tamanho de alguns sendo medido em quilômetros. Estes instrumentos têm dado aos cientistas alguns relances dos segredos das forças que mantêm coeso o universo.

 

Veja agora pequenos vídeos microscópicos de imagens impossíveis de conhecer a olho nu. Clique e descubra grandes imagens do ‘invisível’!

 

#1. Paramécio
Um protozoário com locomoção por cílios, unicelular, tendo seu corpo translúcido e achatado.

 

#2. Ataque a uma bactéria
Numa velocidade ampliada 5X, você consegue ver um glóbulo branco atacando uma bactéria.

 

#3. O fim de um parasita
Numa gravação acelerada que equivale  a 80 minutos reais, eosinófilos (células brancas do sangue) atacam um parasita.

#4. Perseguição
Em vídeo acelerado, acompanhe um glóbulo branco em sua saga de perseguição a uma bactéria.

#5. Dentro de nós
O parasita Balantidium coli, que se multiplica no intestino grosso e pode causar infecção.

 

#6. Colorindo
Usando a coloração – técnica importante na microscopia, que permite melhor visualização de seres que só poderiam ser observados e analisados com as lentes poderosas.

 

Microscópio – grandes imagens do ‘invisível’
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