Buracos negros – o que a ciência diz?

O que a ciência diz a respeito de buracos negros? Pesquisas específicas levaram à conclusão de que o brilho das estrelas ocorre por causa da constante interação entre as diversas forças nucleares e a tão complexa gravidade. Afinal de contas, como poderia existir fusão nuclear se a gravidade não exercesse sobre os gases que existem no núcleo das estrelas?

 

Indo nessa direção de pensamento, acredita-se no meio científico que, à medida que algumas estrelas parecidas ao nosso Sol esgotam sua reserva de hélio e de hidrogênio, gera-se uma enorme compressão da gravidade sobre ela. Isso as faz tornarem-se estrelas mais ou menos do tamanho da Terra conhecidas como anãs brancas. Qual seria o resultado disso? Uma estrela conhecida como anã branca ficaria com o valor de massa aproximado ao do Sol, mas estaria comprimida em uma espaço 1 milhão de vezes menor!

 

Buracos negros e um conceito básico sobre a matéria

É comprovado cientificamente que a matéria em geral, na sua maioria, não é nada mais nada menos do que espaço vazio. Praticamente toda a quantidade de massa de um átomo fica localizada em seu ínfimo núcleo, que fica cercado por sua movimentadíssima camada de elétrons. Porém, no interior de uma estrela conhecida como anã branca, a compressão que a gravidade exerce sobre a camada circundante de elétrons encolhe a estrela até ela assumir o tamanho de um planeta. Quando as estrelas tem mais ou menos o mesmo tamanho do Sol, há um equilíbrio entre a força gerada pela nuvem de elétrons e a gravidade, impedindo o aumento da compressão.

 

Talvez agora você esteja se perguntando: mas o que ocorre nas estrelas com maior massa e maior gravidade do que o Sol? Segundo cálculos aproximados feitos pelos cientistas, quando uma estrela tem cerca de 1,4 vezes mais massa que existe no Sol, a pressão exercida pela gravidade é tão intensa que a camada de elétrons se comprime até deixar desfazer-se. Daí, elétrons e prótons começam a se combinar e nêutrons são formados. Caso a força gravitacional não seja muito intensa, essa combinação suporta ainda mais compressão. Por isso, o resultado é que em vez de surgir uma estrela anã branca tão pequena quanto do tamanho de um planeta, o que surge é uma estrela de nêutrons do tamanho de um asteroide. Esse incrível resultado é impressionante, pois as estrelas de nêutron são a composição mais densa do Universo conhecido!

 

Buracos negros – uma possível razão de sua formação

Segundo os cientistas, quando a massa estelar ultrapassa em 3 vezes a massa do nosso Sol, a compressão da força gravitacional se torna tão intensa que os nêutrons não conseguem equilibrá-la. Nesse ponto, nenhum tipo conhecido de matéria conhecida tem capacidade de resistência à tanta gravidade. Em tese, uma estrela de nêutrons que tivesse o tamanho de um asteroide sofreria ainda mais compressão e deixaria de existir. Alguns estudiosos chamariam esse fenômeno de singularidade. A estrela aparentemente iria desaparecer, fazendo com que apenas continuasse existindo uma sombra de gravidade em seu lugar. Essa lacuna – o buraco negro – seria uma região do Universo onde a gravidade teria uma força tão intensa que mesmo a luz não conseguiria escapar!

 

Observe abaixo algumas imagens e vídeos, com sua descrição individual. É importante ressaltar que esse assunto envolve pesquisas que descobriram muito pouco sobre a esmagadura amplitude que o tema ainda contem.

 

#1. Vídeo que ilustra o que talvez ocorra quando uma estrela se aproxima de um buraco negro.

 

#2. É possível ver à esquerda dessa imagem, da NASA, a galáxia NGC 5195 próxima de sua galáxia “irmã” maior, NGC 5194. No quadro à direita, observe a NGC 5195 com visão raio-X.
Foto: G1

buracos negros

 

#3. Imagem ilustrativa
Foto: NASA

buracos negros

 

#4. Imagem ilustrativa
Foto: NASA

buracos negros

 

#5. Imagem ilustrativa
Foto: NASA

buracos negros

 

#6. Imagem ilustrativa
Foto: NASA

buracos negros

 

Buracos negros – o que a ciência diz?
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